Em Cuba, somos alvo de maquinações de guerra psicológica. Devemos estar cientes desse facto para que, quando tomemos partido, o façamos, sabendo que cada um de nós é o campo de batalha em que essa luta é realizada sem quartel e sem descanso

Autor: Ernesto Estévez Rams | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Fevereiro 2020

Foto: El Periódico

 

Umberto Eco, o filólogo italiano, semiólogo, mas mais conhecido como romancista, comentou, pouco antes de sua morte, que uma nova função útil dos jornais poderia ser a análise de páginas da web. Este serviço, argumentou Eco, foi justificado pela proliferação explosiva de informações que a web gerou sem nenhuma validação, o que causou a inundação dos leitores com conteúdo francamente idiota.

Suspeito que o seu remédio tenha potencialmente o risco de ser pior que a doença. Ele pressupõe que os jornais tenham um status especial em relação a outras mídias em termos de validação das informações fornecidas, quando sabemos que esse não é o caso. Hoje, muitos jornais do mundo, pressionados pelo mercado ou pela ameaça de ficar sem leitores, tornaram-se tão tóxicos, ao gerar conteúdo ideotizador e ideotizado, como a página mais idiota do Facebook.

A Operação Peter Pan foi uma operação da CIA contra a revolução, logo nos seus primeiros dois anos de vida.

O objectivo era, explorando preconceitos contra o jovem governo revolucionário, semear o pânico entre a população, criando a convicção de que o jovem governo revolucionário retiraria aos pais o poder paternal, chamando a si a educação das crianças que passariam a viver em escolas, separados das respectivas famílias.

A escalada do imperialismo Norte Americano com a hipócrita posição da União Europeia continua a interferir com desmesurada arrogância nos assuntos internos de estados soberanos. A situação que hoje se verifica Continente Americano é disso mesmo prova cabal.

Assim, é de realçar a importância da XX Reunião da Comissão do Convénio Intergovernamental Cuba – Venezuela celebrada em Caracas no passado dia 20.

Que Martí representa para os cubanos a ideia do bem, é algo de que dá absoluta fé o Dr. Eduardo Torres-Cuevas, director da Oficina do Programa Martiano, o qual, a propósito dos actos de vandalismo ocorridos no 1º de Janeiro em Havana em alguns bustos do Apóstolo da Independência Cubana, exprime o seu ponto de vista a respeito do abominável acontecimento

 

 

«Não foi um busto que foi atacado; foi atacada uma imagem, foi atacada a alma de Cuba, que é isso que Martí e refere que não foi por acaso que Fidel Castro o referiu em 1953 como autor intelectual do ataque ao Moncada.

Durante 60 anos, explica, Martí tem estado a viver quotidianamente com as nossas crianças, com os nossos jovens, com os nossos investigadores, com os nossos trabalhadores.

Quando actos deste tipo sucedem não é a uma Revolução que se agride, mas sim «a um povo. Estão atacando a própria essência desse povo, a sua natureza e a sua grandeza. Precisamente aquilo que o representa no mais puro dos ideais com que se forja uma nação».

Nasceu em Setembro de 1929, em Santiago de Cuba, tendo-se incorporado nas lutas estudantis na Universidade de Oriente, onde se graduou em pedagogia e fez amizade com Vilma Espin.

Em Março de 1952, data do golpe fascista liderado por Fulgêncio Baptista, foi presa junto com outras companheiras que participaram na distribuição de folhetos revolucionários.