Fidel Castro é uma figura impar da história do nosso tempo cujo pensamento marca o movimento de resistência dos Povos e também de conquista, na luta contra o domínio imperialista.

Tudo quanto se possa dizer sobre tão grande personalidade está longe de espelhar a sua grandeza como ser humano e como revolucionário. Todo o seu pensamento tinha um sentido único: dar força e voz aos mais desfavorecidos, combater a pobreza, dar o verdadeiro sentido às palavras Liberdade e Democracia.

Vivemos um tempo em que o pensamento único é incutido cientificamente na mente humana através dos grandes meios de comunicação, distorcendo as realidades, semeando hipocrisia e subjugando a mente dos povos manipulando-a para a guerra, tentando fazer acreditar que a guerra é um bem na luta contra os “infiéis”, sendo infiel todos quantos não sigam as linhas orientadoras dos interesses do imperialismo.

Fidel foi sempre a voz da denúncia da hipocrisia dos poderosos questionando em pleno Plenário da ONU em 1979 a visão distorcida de democracia apregoada à boca cheia pelos engravatados ocidentais.

“Porque razão uns povos têm de andar descalços, para que outros viagem em luxuosos automóveis? Falo em nome das crianças que no mundo não têm um pedaço de pão …em nome dos enfermos que não têm remédios. Falo em nome daqueles a quem se negou o direito à vida e à dignidade humana… para que serve então a civilização? Para que serve a consciência do homem? Para que servem as Nações Unidas?”

 

Bem podemos assistir ao derramar de lágrimas de crocodilo pelos horrores causados pelas guerras e ao alijar de responsabilidades por figurões e figuronas quando têm sobre si o ónus de décadas de políticas de direita com total ausência da solidariedade que tanto ouvimos apregoar.

 

É esta hipocrisia que Fidel sempre denunciou e que devemos combater incessantemente na nossa luta diária onde quer que estejamos.

 

Foi esta a revolta manifestada por Fidel, em palavras proferidas no coração do poder, no seu discurso que marcou aquela Assembleia, que ficou na história.

 

Fidel contrapõe, à complacência de políticas de desgraça para os Povos, com políticas humanistas e de verdade ao implementar em Cuba a reforma agrária, o esforço para a industrialização, o acesso do Povo à educação e à cultura o direito à saúde o exemplo da Solidariedade Internacionalista, traço forte da Revolução Cubana transmitida ao Mundo.

 

Ao longo de 60 anos de Bloqueio a Revolução resiste porque existem ideias claras e inequívocas sobre o objectivo a atingir, porque o Povo toma parte no processo de construção de uma nova sociedade e porque persiste o exemplo de homens com verticalidade, verdadeiros Revolucionários.

 

Exemplos não nos faltam de homens e mulheres que dedicaram toda a sua vida à causa da Liberdade. Homens e mulheres que vivem na nossa memória e são também eles referências para a Luta que não pode abrandar.

 

“Democracia é quando as maiorias governam, democracia é quando se defendem os interesses da maioria, democracia não é garantir somente o direito a pensar livremente mas também o direito a saber pensar, o direito a saber escrever aquilo que se pensa, o direito a saber ler o que leem os outros, o direito ao pão, ao trabalho, à cultura”

 Fidel Castro, 1/5/1960.

Fidel Vive!

Cuba Vencerá!

 

13Ago2020