Fomos surpreendidos com a notícia do falecimento de Armando Caldas.

Muito fortes foram os laços que manteve com a nossa associação, desde os tempos que dirigia a companhia “1º Acto”, muito antes que esta viesse a reformular-se como companhia “Intervalo”.

A sua solidariedade com a Associação de Amizade Portugal-Cuba não se limitou à identidade de princípios ideológicos; muito lhe devemos em atitudes e acções concretas de apoio às nossas actividades militantes de amizade com Cuba.

Armando Caldas fundou, em 1961, com Rogério Paulo (1º Presidente da Assembleia Geral da nossa associação) e outros, o Teatro Moderno de Lisboa, companhia pioneira do teatro independente em Portugal, que marcou a renovação do teatro no país.

Armando Caldas “defendeu e levou à prática um teatro político e socialmente interventivo e foi membro dos órgãos sociais do Sindicato dos Trabalhadores do Espectáculo.

Em 2008, como actor e encenador foi alvo de uma homenagem no Teatro da Trindade, em Lisboa, pelos 50 anos de carreira.

A Associação de Amizade Portugal-Cuba presta a justa homenagem a este insigne amigo, “nosso companheiro de viagem”.