No passado dia 12, realizou-se no Instituto Cubano de Amizade com os Povos um acto evocativo da prisão dos cinco cubanos antiterroristas detidos nos EUA há 20 anos.

A efeméride foi marcada pela evocação da solidariedade internacional prestada por ”mais de duas mil organizações em 154 países, durante 15 anos, como voz imprescindível do grito de libertação mundial”.

Ricardo Alarcón (Ex-Presidente da Assembleia Nacional) louvou a coragem demonstrada por estes cinco heróis da República de Cuba, frisando que a libertação dos CINCO não foi, nem uma prenda, nem uma concessão do governo norte-americano que não teve alternativa perante a pressão internacional e perante uma batalha constante e vitoriosa de todo o povo cubano e dos familiares.

Gerardo Hernandez, o herói condenado a prisão perpétua, agradeceu o apoio solidário mundial, dizendo que nada deu mais ânimo aos CINCO que saberem que podiam contar com aqueles que lutavam pela sua libertação.

Fidel não podia deixar de ser recordado nesta efeméride e Gerardo recordou as suas palavras, “Seguramente que esta será uma batalha de meses e de anos, mas asseguro-vos de que voltarão” e eles voltaram, porque Fidel, como sempre, disse a verdade.

O único delito cometido pelos CINCO heróis foi o de combaterem o terrorismo financiado e planeado em território dos EUA contra a revolução e o povo cubano e que causou 3 500 mortos e mais de 2000 pessoas incapacitados.

O julgamento realizada em Miami, violando normas do ordenamento jurídico norte-americano, viu a sua legalidade contestada por vários magistrados e advogados a nível mundial.

Só após condenados, em 2001, depois de 33 meses e cinco dias encerrados nas suas celas, os CINCO revelaram os seus verdadeiros nomes, proclamando nada terem feito contra a segurança dos EUA, tendo tido como objectivo único a salvaguarda da segurança do povo cubano.