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Categoria: Notícias da AAPC

Celebra-se hoje o 65º aniversário do assalto aos quarteis Moncada e de Céspedes, também conhecido em Cuba como o Dia da Rebeldia.

Os participantes, pouco mais de uma centena, em que se integravam duas mulheres, Haidée Santamaria e Melba Hernandez, quase todos gente humilde, com diferentes graus de cultura política mas todos com o mesmo sentimento de querer combater a tirania, alguns com conhecimentos do marxismo-leninismo, todos animados de grande fervor patriótico e imbuídos de uma grande paixão pelo ideário de José Marti, juraram o Manifesto do Moncada.

Eram comandados por Fidel Castro, advogado e ex dirigente estudantil, que tinha concluído não ser possível combater a ditadura de Fulgêncio Baptista por meios legais.

Fidel dizia: “ Faz falta ligar um motor pequeno que ajude a arrancar o motor grande”. “O motor pequeno seria a tomada da fortaleza de Moncada, a mais distante da capital, que uma vez em nossas mãos arrancaria o motor grande que seria o povo combatendo”.

Apesar do fracasso do ataque no terreno dos assaltos aos quarteis Moncada, de Santiago de Cuba e Carlos Manuel de Céspedes, em Bayamo, esta acção marcou uma nova etapa na história de Cuba.

Raúl Castro, com 7 homens, ocupou o Palácio da Justiça e Abel Santamaría, com 21, o hospital Saturnino Lora, em apoio ao grupo chefiado por Fidel que pessoalmente dirigiu o ataque ao quartel Moncada com 45 combatentes.

Porém, circunstâncias imprevistas fizeram com que falhasse o fator surpresa tanto em Santiago como em Bayamo.

Em ambos os casos, os assaltantes viram-se obrigados a retirar devido à superioridade do armamento do exército.

Apenas oito combatentes morreram no combate mas mais de 50 foram assassinados nos dias seguintes, depois de sofrerem torturas cruéis.

Poucos anos depois, em 2 de Dezembro de 1956, uma expedição liderada por Fidel Castro, com Raúl e com Che, desembarcava em Cuba, constituindo o início da luta armada que levaria à derrota da ditadura em 1 de Janeiro de 1959.

Como diria mais tarde Fidel Castro: “O Assalto ao Quartel Moncada não significou o triunfo da Revolução nesse instante; mas mostrou o caminho e traçou um programa de libertação nacional que abriria para nossa Pátria as portas para o Socialismo”.

A Associação de Amizade Portugal Cuba associa-se à comemoração deste dia e com o apoio da Associação dos Cubanos Residentes em Portugal, realiza um evento no Instituto Cervantes, das 18:00h às 20:00h,  com a projecção de curtas metragens seguida de debate.