Fomos surpreendidos com a notícia do falecimento de Armando Caldas.

Muito fortes foram os laços que manteve com a nossa associação, desde os tempos que dirigia a companhia “1º Acto”, muito antes que esta viesse a reformular-se como companhia “Intervalo”.

A sua solidariedade com a Associação de Amizade Portugal-Cuba não se limitou à identidade de princípios ideológicos; muito lhe devemos em atitudes e acções concretas de apoio às nossas actividades militantes de amizade com Cuba.

Armando Caldas fundou, em 1961, com Rogério Paulo (1º Presidente da Assembleia Geral da nossa associação) e outros, o Teatro Moderno de Lisboa, companhia pioneira do teatro independente em Portugal, que marcou a renovação do teatro no país.

Armando Caldas “defendeu e levou à prática um teatro político e socialmente interventivo e foi membro dos órgãos sociais do Sindicato dos Trabalhadores do Espectáculo.

Em 2008, como actor e encenador foi alvo de uma homenagem no Teatro da Trindade, em Lisboa, pelos 50 anos de carreira.

A Associação de Amizade Portugal-Cuba presta a justa homenagem a este insigne amigo, “nosso companheiro de viagem”.

"um soldado venezuelano em cuja mente as ideias de Bolívar germinaram de maneira natural. Basta observar como seu pensamento passou por diferentes estágios de desenvolvimento político desde a origem humilde, a escola, a academia militar, a leitura da história, a realidade de seu país e a presença humilhante do domínio ianque."

Fidel Castro, 26 de Setembro de 2008

 

Num momento em que um novo golpe de Estado é promovido por Trump, com o apoio de Bolsonaro e de outros que se prestam servis, é indispensável a expressão da solidariedade com a República Bolivariana da Venezuela e o povo venezuelano.

Este golpe de Estado insere-se na escalada de desinformação, de desestabilização, de pressão, de chantagem, de bloqueio económico e financeiro promovidos pela Administração Trump, que está na raiz do agravamento dos problemas e dificuldades que enfrentam o povo venezuelano e que atingem igualmente a comunidade portuguesa na Venezuela.

 

“Os déspotas ignoram que o povo, a massa dolorida é o verdadeiro chefe das revoluções; e acariciam aquela massa brilhante que, por parecer inteligente, parece ser quem influi e dirige. E dirige, na verdade, com direcção necessária e útil enquanto obedece-enquanto se inspira nos desejos enérgicos que com fé cega e confiança generosa puseram o destino nas suas mãos. Mas quando, pela sua própria debilidade, desatendem o encargo do seu povo e, assustados com a sua obra, a detêm; quando aqueles a quem teve e elegeu por bons, com a sua pequenez o apoucam e com a sua vacilação o arrastam, o país altivo sacode o peso dos ombros e continua impaciente o seu caminho, deixando atrás aqueles que não tiveram bastante coragem para continuar com ele"

José Marti, o Cavaleiro da Liberdade