Apesar de que na quarta-feira, 24, apenas se ter registado um caso, isso não nos pode empurrar para alterar as condutas

Autor: Yudy Castro Morales

Junho, 2020

Foto: Dunia Álvarez Palacios

 

Apesar do anúncio da passagem à recuperação não poderão ser descuradas as medidas sanitárias.

Quarta-feira, 24 de Juno, Havana e o país – que neste caso é o mesmo, e não por chauvinismo capitalino ou algo parecido– amanheceram com um só caso positivo à Covid-19, o que confirma a tendência favorável descendente dos últimos dias; uma muito boa notícia, sem dúvida, para a província que concentrou o epicentro e cauda da pandemia. Mas as estatísticas a favor não podem empurrar-nos para condutas contrárias à defesa contra a Covid 19.

Seria totalmente insensato, por exemplo, ceder na disciplina e na responsabilidade para nos animar e perdermos a percepção de risco mediante uma «desconfinação» por conta própria.

A RTP, sempre cumpridora da estratégia do pensamento único, na passada terça-feira dia 16, presenteou o povo português com mais um documentário “Os Príncipes do Nada” onde foi retratada, noticiada, a tragédia dos povos da Síria e da Republica Bolivariana da Venezuela.

Que a situação naqueles países, que lutam heroicamente em defesa da sua soberania, não é fácil todos nós o sabemos e obviamente não está em causa o terrível sofrimento daqueles povos. O que não se pode, em abono do rigor e da seriedade, é retractar essas confrangedoras realidades sem denunciar as suas causas e assim sendo, aquilo a que assistimos foi a uma manipulação informativa.

Foto de veja.abril.com.br

 

No dia 3 de Maio, um grupo de mercenários, partindo da Colômbia, tentou entrar ilegalmente em território da República Bolivariana da Venezuela para aí desencadear acções de carácter terrorista.

A tentativa de agressão foi gorada pela acção das forças militares venezuelanas, das populações e de grupos de defesa popular, tendo sido detidos vários mercenários, entre os quais dois antigos militares norte-americanos actualmente a prestar serviço a uma empresa de mercenários sediada na Florida (EUA).

Os meios de comunicação controlados pela direita extremista e pelas autoridades do Departamento de Estado dos Estados Unidos tentam exonerar Juan Guaidó, deputado da Assembléia Nacional por desprezo, pela sua participação na rede de actos terroristas, que pretendia materializar o assassinato do presidente, Nicolás Maduro Moros e semear bolsas de violência no país, denunciou o vice-presidente de Comunicação, Cultura e Turismo, Jorge Rodríguez.

"Eles estão a tentar dizer que Guaidó não assinou o contracto, uma série de mentiras que caem sob o peso da realidade e de depoimentos", disse Rodríguez durante declarações nesta sexta-feira no Palácio de Miraflores.

As acções ligadas ao extremismo da oposição foram tomadas pelo proprietário da empresa americana Silvercorp USA, Jordan Goudreau, que assumiu publicamente a responsabilidade pela acção criminosa contra a Venezuela e afirmou que é a sua assinatura que se reflecte no contracto também assinado por Guaidó.

Além disso, o principal conselheiro de Guaidó, Juan Jóse Rendón - mais conhecido como JJ Rendón - confessou ao canal de televisão CNN, na noite de quarta-feira passada, a sua conexão com o plano de incursão na Venezuela em conjunto com a oposição venezuelana extremista.

Joselyn Ariza

A relação bilateral entre a República Bolivariana da Venezuela e a Federação Russa baseia-se no respeito mútuo e na solidariedade, e é cada vez mais fortalecida sob a liderança dos presidentes Nicolás Maduro e Vladimir Putin.

Nesse contexto, um avião carregado de insulina para pacientes com diabetes aterrou no Aeroporto Internacional Maiquetía na sexta-feira, como parte de um acordo assinado em 2019 entre Rússia e Venezuela.

"Estamos a receber a quarta e quinta remessa do contrato assinado entre a empresa socialista para a produção de medicamentos biológicos (Espromed BIO) e a empresa russa Geropharm, que foi assinada no âmbito da Comissão Intergovernamental de Alto Nível (CIAN), no ano passado e que se cumpriu em todas as suas etapas ”, afirmou o vice-ministro da Europa do Poder Popular das Relações Exteriores do Ministério da Justiça, Yván Gil.

O acordo assinado no contexto do Fórum Económico Internacional de São Petersburgo possibilitou a entrada de 500.000 mostradores de insulina no país para completar 800.000 dos mais de 5 milhões de mostradores contratados com este acordo internacional, destacou o Ministro do Poder Popular para a Saúde, Carlos Alvarado.